quarta-feira, 8 de abril de 2009

Terceiro dia dos Jogos Indígenas para crianças

Ontem foi o dia das modalidades Zarabatana, Arco e Flecha, Luta Corporal e Cabo de Guerra. Um presente assistir o envolvimento dessas 200 crianças com suas verdadeiras raízes. Estão profundamente orgulhosas de si mesmas por participarem dessa primeira versão dos Jogos Indígenas Infantis, pois sempre foram platéia nos jogos adultos. Aí vão algumas fotos. Hoje será o encerramento e lá vou eu.






terça-feira, 7 de abril de 2009

Segundo dia dos Jogos Indígenas para Crianças


Ontem foi o primeiro dia de jogos na Aldeia Indígena Pataxó de Coroa Vermelha. 200 crianças tipicamente vestidas, com cores variadas entre as 20 equipe. 100 meninas e 100 meninos. A alegria tomou conta do ambiente, onde os coordenadores, atentos às regras da competição, estimulavam a criançada em cada modalidade. Corrida rústica, Arco e flecha, arremesso de takape e corrida maraká, feminino e masculino. O Coordenador dos Jogos, Loro e seu grande colaborador Mero estavam à frente supervisionando todo o evento, atentos a cada detalhe. Raimunda, diretora da Escola Indígena, organizou uma exposição com os trabalhos temáticos das crianças, relativos aos jogos. O público presente, entre moradores e turistas, se encantou com o evento. Vou indo pro segundo dia.....

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Resultado do Primeiro Projeto Vencedor

A tarde de ontem, domingo, foi um presente para dar início à segunda etapa dos projetos selecionados pela Fundação Nestlé como patrocinadora, no seu primeiro Edital público. Foi a abertura dos I Jogos Indígenas entre as crianças Pataxó, projeto apresentado pela Associação Indígena Pataxó de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália. Emocionante acompanhar as crianças indo para o local da abertura dos jogos. Cantavam e a caminhada parecia mais uma dança, onde uma índia adulta conduzia a meninada devidamente trajada para o evento.
Todos se reuniram no local onde foi rezada a primeira missa, com a chegada de Pedro Álvares Cabral em 1500. Dario Borges fez a ótima locução, convidando ao palco os representantes institucionais para darem sua palavra. O cacique Aruã, o coordenador dos jogos indígenas Loro e a presidente da Associaçao Indígena Pataxó agradeceram enfaticamente à Nestlé pela oportunidade de realizarem essa primeira versão dos jogos indígenas entre as crianças. Falaram sobre a relevância de fortalecer esses valores naqueles que serão o futuro da Aldeia.
A alegria estava estampada nos rostos. Senti a maior emoção em ver aquelas 200 crianças formando uma grande roda para o canto de iniciação dos jogos, aos pés da Cruz, com o céu azul de quase noite. Indescritível.
Bom, por hoje é só. Esta segunda-feira começarão as modalidades e já estou louca prá mostrar prá vocês....




domingo, 30 de novembro de 2008

Guaíra, São Paulo - 27 de novembro

Saí de São Paulo bem cedo, rumo a Ribeirão Preto. De lá, 140 km de carro até Guaíra. Estrada bem pavimentada e sinalizada, resultado da privatização!
Cheguei em Guaíra por volta de 9:30, com sol a pino. Como sempre, protetor solar, muita água e braços livres para os movimentos fotográficos.
Se fosse dar um nome prá esse local, chamaria de Cidade Jardim. As ruas são largas, com muitas e muitas praças amplas e bem arborizadas, além do parque Manacá projetado por Burle Marx com uma bela lagoa e uma instalação central de Tomie Ohtake. Ruas planas e muitas bicicletas. Tantas bicicletas que durante um período, a prefeitura instituiu uma lei de uso de placas (como as dos carros), com direito a multa e tudo mais.
Cheguei à sede da Instituição SOGUBE, onde Heloísa, a diretora, me recebeu dizendo sobre os programas desenvolvidos: Cidade dos Meninos “Oswaldo Ribeiro de Mendonça” e Guarda Mirim “Prof. Arlindo Alves”. O primeiro atende 350 crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, com ações sócio-educativas em horário oposto ao escolar, através de ações inovadoras, voltadas para a pedagogia social. O segundo projeto, atende 300 adolescentes entre 14 e 18 anos incompletos, com o foco na qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.
Com esse projeto apresentado à Nestlé, pretendem desenvolver com os atendidos na Cidade dos Meninos, hábitos de vida saudável na rotina pedagógicas e na prática de esportes como vôlei de praia e futevôlei. Com os adolescentes da Guarda Mirim, pretendem formar multiplicadores que realizarão intervenções com as famílias e comunidade. Com as famílias, pretendem promover curso de formação sobre alimentação saudável e de baixo custo e o cuidado com os mesmos.
Conheci toda a instituição, bem montada e estruturada. Estão na expectativa da renovação de contrato do imóvel com a Prefeitura. A Pedagoga Carina de Andrade e a Nutricionista Renata Cravo Siqueira, me mostraram as diversas atividades em andamento: Projeto Batidão (dentro da musicalização), Capoeira , aulas de dança, Informática, Oficinas de arte, onde as crianças trabalham com o vagonite para coordenação motora, Vôlei, artesanato e reforço escolar. Tem um amplo espaço disponível para realização dos cursos práticos de alimentação. Tem um amplo refeitório com mesões, onde as crianças se revezam. Antes do alimento, uma oração. Toda equipe de touca para servir os garotos que fazem uma fila para receber os pratos.
A fila de espera para inscrição já passam de 700 crianças carentes. Visitei os Guarda-Mirins com a coordenadora do Programa, Márcia Matsumoto. Após o processo de profissionalização, os garotos partem para o mercado de trabalho. Nas fotos, alguns exemplos de garotos nos locais de trabalho.
















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sábado, 29 de novembro de 2008

Maceió, Alagoas - 25 e 26 de novembro


Adorei Maceió. Ruas amplas, limpas e um sol tipicamente nordestino. Já coloquei na lista dos lugares que quero voltar a turismo.
Papos políticos foram inevitáveis com o motorista de táxi durante o percurso até o hotel.... Aliás, uma interessante coincidência: o motorista que me atendeu foi exatamente o mesmo que recebeu a visita da profissional da Nestlé para análise de conteúdo do projeto na semana passada. Como tinha uma fila imensa de taxis, achei essa uma bela sincronicidade.
Já eram 15 horas e tinha pressa em ter luz prás fotos e assim segui direto para o Bairro Ponta Grossa, base do “Projeto do Bem Nutrir-se”. Fernanda Pinheiro, a Nutricionista e responsável pelo projeto, e Juliana, pedagoga na instituição há 5 meses mas profunda conhecedora da comunidade por já ter trabalhado por lá em outros projetos, me apresentaram a casa. A Organização é uma Ong instalada em Maceió desde 1941, na antiga residência da fundadora do Centro Espírita “O Consolador”. Seu foco inicial era a caridade, priorizando assistências às famílias de extrema pobreza. Hoje, a instituição atende ao público carente, crianças e adolescentes em situação de risco social, mas desenvolveu muitas parcerias governamentais, como o Consórcio da Juventude com os Ministérios do Trabalho e Emprego, Sesc (Mesa Brasil), Secretarias estaduais e municipais de Assistência Social, além do Centro do Ensino Superior de Maceió para acompanhamento nutricional, entre outros.
Contam com uma equipe técnica e de contribuição de prestadores de serviços e voluntários. Dão apoio pedagógico, qualificação profissional (por ex, cabeleireiro aberto ao público ao lado da sede para os alunos qualificados), inclusão digital e no esporte dão ênfase ao triátlon. Uma perspectiva de educação integral.
A presidente da Instituição, Ana Lúcia Gomes Vieira, tem uma bela estória de vida. Chegou à Instituição no final da década de 60, com dois anos de idade, levada pelas mãos do pai. Ela e a irmã mais velha foram literalmente “doadas” para serem criadas pelos então responsáveis pela Instituição. A mãe havia sumido no mundo com outro homem e deixado o pai com todas as crianças. Os novos pais cuidaram da menina com o maior carinho, até ela se casar. Trabalhou no Senac por 9 anos e meio. Nesse período, os pais adotivos morreram de acidente de carro e a Instituição foi perdendo força e estava quase extinta quando convidaram a Ana para assumir os trabalhos. Foi assim que ela redesenhou o perfil da Instituição, fazendo parcerias e captações via editais e patrocínios.
O Projeto do Bem Nutrir-se, apresentado à Nestlé será desenvolvido, caso contemplado, atenderá o público concentrado em favelas violentas, com pobreza e escassez de oportunidades, onde a droga e a briga de gangues internas imperam. Eles hoje atendem 100 famílias, 130 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, com apoio pedagógico, informática, esporte, especificamente o triátlon. O projeto propõe implantar ações de educação nutricional envolvendo crianças e famílias do Projeto O Consolador, escolas públicas do entorno e a comunidade, construindo hortas comunitárias, escolares e caseiras. Serão 300 beneficiados diretos e 1000 indiretos. A intenção é, além das palestras e orientações nutricionais, construir uma horta comunitária, em um terreno que sediará a futura sede da Instituição e que já é propriedade adquirida. São 1600 metros quadrados de área plana. Pelas fotos é possível ter uma idéia do espaço!